quinta-feira, 3 de maio de 2007

Prof. Doutor J. Pinto da Costa na UFP


Na tarde de quinta- feira, dia 3 de Maio, ,esteve presente na Universidade Fernando Pessoa, o Prof.Doutor J.Pinto da Costa.
Durante sensivelmente 2 horas, respondeu às perguntas dos alunos do Curso de Ciências da Comunicação e falou um pouco da Medicina Legal em Portugal.
Liliana Duarte

terça-feira, 1 de maio de 2007

Palestra con Tomás Eloy Martínez

Se ha realizado en la Universidad Fernando Pessoa, una palestra con Tomás Eloy, un escritor y periodista muy conocido en América Latina.
La palestra se ha iniciado con la directora de facultad de ciencias humanas y sociales, y después hay hablado la profesora Ana Maria Toscano, que habló un poco sobre la historia de nuestro convidado.
Cuando joven, Tomás Eloy ha ganado muchos premios pelos romances y poemas que hay escribido. Con su libro Santa Evita, se convertía en lo escritor argentino de mayor prestigio mundial.
Durante la palestra, Tomás Eloy ha afirmado que se ha dedicado a lo periodismo pero lo que le gusta en la realidad es de escribir. Con lo tiempo, él se apercibió que podía hacer las dos cosas. Él contó también como sus padres no querían que él se tornase un escritor. Tomás Eloy habló también sobre lo periodismo de nuestros días diciendo que estamos a empezar en una sociedad muy ligada con la televisión e internet. Juntamente con lo profesor Ricardo Pinto, de la Universidad Fernando Pessoa y los estudiantes que estaban en lo auditorio se hay discutido sobre lo periodismo. Algunas preguntas surgirán también y así se termino la palestra.
A mí me ha gustado mucho de la palestra porque, no conocía Tomás Eloy y con eso conocí su obra e también un poco de su vida. Entre todas los libros que él hablo a mi me pareció muy interesante Santa Evita. También hay gustado mucho de la forma como hablo sobre la novela y las diferencias entre lo texto periodista y novelístico. En la novela podemos y debemos usar la imaginación y a mi me gusta.
En lo final lo publico y todos los profesores se juntaran para tirar una foto.

Liliana Duarte

Relatório sobre as II Jornadas Internacionais de Jornalismo

Realizaram-se na passada sexta-feira, dia 2 de Março, as II Jornadas Internacionais de Jornalismo, na Universidade Fernando Pessoa, cujo tema principal é: Porquê estudar o jornalismo?
A organização esteve a cabo do Centro de Estudos da Comunicação da Universidade, nomeadamente pelo Prof. Doutor Jorge Pedro Sousa.
A sessão teve início um pouco depois das 9h e coube à Professora Doutora Maria do Carmo Castelo Branco, directora da faculdade de ciências humanas e sociais, Professor Doutor Jorge Pedro Sousa, Professor Doutor Paulo Cardoso, Director do Centro de Estudos da Comunicação da UFP e do Departamento de Ciências da Comunicação da UFP, e o Magnifico reitor da Universidade, Professor Doutor Salvato Trigo, darem as boas vindas a todos os presentes no auditório.
Seguidamente, deram inicio os discursos inaugurais, onde estiveram presentes, o Doutor José Esteves Rei da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, o Doutor José Marques de Melo, da UNESCO e Universidade Metodista de São Paulo, Presidente da INTERCOM, Doutor Moisés Martins, da Universidade do Minho, Presidente da SOPCOM e o Doutor Xosé Ramón Pousa, da Universidade de Santiago de Compostela, Secretário da ASGIC.
O professor Doutor José Marques de Melo, foi-nos apresentado como tendo um percurso longo e prestigiado e como sendo o primeiro doutorado no Brasil na área de jornalismo. Ele é considerado o “pilar da sociedade de internacionalização do Brasil”. O professor falou-nos um pouco sobre o jornalismo e a sua história, relacionando com os três axiomas de Balzac.
Em seguida tivemos a apresentação do professor Doutor Moisés Martins, que já participou em vários congressos e possui várias obras entra as quais A linguagem, a verdade e o poder, a mais recente deste professor. O seu discurso iniciou-se, agradecendo ao Professor Doutor Salvato Trigo, por este ser um pioneiro em estudos do jornalismo. Este conferencista falou-nos também de um jornal intitulado, “O público na escola”, uma edição especial, destinada a todos os graus de ensino. A sua tarefa é dar as ferramentas à escola e promove também um concurso anual em os vencedores se juntam na Fundação Serralves.
Este professor falou-nos também um pouco das mudanças que o processo de Bolonha nos trouxe. Segundo ele é uma mudança do paradigma do ensino superior. Afirmou que em vez de cultura se quer cada vez mais investigação, por parte dos alunos e que, hoje em dia, na Universidade, a ordem é para a mudança de paradigma e apenas um pouco para a cultura.
Por último tivemos o conferencista Xosé Ramón Pousa, que nos afirmou que os meios de comunicação podem trabalhar sem jornalistas licenciados. Mais de 70% dos jornalistas espanhóis estão formados em universidades de Ciências da Comunicação e 30% entram com cunhas.
O Prof. Doutor Xosé Ramón Pousa disse que a nova filosofia das universidades tem que passar pelo equipamento destas, nomeadamente com laboratórios de rádio, televisão para facilitar a vertente prática aos alunos.
Os programas de intercâmbio feitos pelos alunos também são vistos com bons olhos, pois vieram facilitar o acesso ao emprego e acreditação de profissionais na Europa. Esta nova estruturação veio facilitar o reconhecimento profissional a nível Europeu.
Terminou o seu discurso, afirmando que os cursos têm que ter uma vertente prática e, que é necessário uma relação entre os centros europeus de forma a facilitar o intercâmbio de estudantes, cultura e conhecimento.
Esta mesa foi importante para percebermos melhor de que forma as Universidades devem apostar no estudo do Jornalismo.

Criança Índigo: a geração para uma nova era

Muito se fala de Crianças Índigo mas a informação que muitas vezes aparece não é a mais correcta.
O nome vem da cor azul da sua áurea, são Crianças que possuem características que muitas vezes se confundem com paranormalidade. Elas vêm mais além, percepcionam coisas que mais ninguém consegue. São os seres da nova era, que chegam ao Mundo para revolucionar o sistema imposto pelos outros humanos.

Existem desde sempre, mas nunca catalogadas com este nome. Prevê-se que tenham surgido nos anos setenta, mas foi nos anos oitenta e noventa que se passou a designar a sua existência. Possuem uma amplitude de consciência e uma evolução de alma, vendo a vida com outros olhos.
Para Tereza Guerra, responsável pela Fundação Casa Índigo, em Portugal, «a Criança Índigo possuem uma estrutura cerebral capaz de utilizarem simultaneamente as potencialidades do hemisfério direito e esquerdo, isso significa que elas conseguem ir muito mais além do plano racional e intelectual, desenvolvendo capacidades espaciais, intuitivas, criativas e espirituais, por isso necessitam de um ambiente propício ao desenvolvimento das potencialidades que nos vão ajudar, num futuro próximo, a mudar muita coisa que precisa ser mudada no mundo em que vivemos, nomeadamente a diminuir a distância existente entre o pensar e o agir».
Por seu lado Maria Jardim, psicóloga e docente na UFP diz-nos que «as Crianças de hoje são diferentes porque têm uma energia diferente, porque conseguem perceber e percepcionar as coisas de outra maneira, já conseguem ter uma percepção e consciência das coisas que nós, há muitos anos atrás, talvez não tivéssemos.»

Seres Especiais

De entre várias características que as Crianças Índigo possuem, facilmente são confundidos com Crianças hiperactivas, pois distraem-se com facilidade, a menos que estejam envolvidos em alguma coisa do seu interesse e possuem um comportamento que, mais vezes do que deveria, é classificado de desordeiro, irreverente e mal-educado.
«Muitas vezes é mais fácil para os pais levarem as Crianças ao médico e, darem-lhes medicação, do que tentar perceber os seus filhos. No entanto, podemos perceber que a Criança apenas necessita de muito amor», desabafa Maria Jardim.

A partir dos 3 anos, qualquer pai pode perceber que o seu filho é Índigo, se detectar nele algo de bizarro. «As Crianças vêem coisas que nós não vemos.Temos que ser mais sensíveis para lhes dar a oportunidade de eles nos ensinarem aquilo que nós ainda não percebemos», afirma a discente Maria Jardim.
Para se diagnosticar que são Índigo, deve ser feito um teste. No livro de Tereza Guerra, sobre o mesmo tema, existe um questionário capaz de identificar as características destes seres humanos especiais.
Perguntas relacionadas com a própria morte, pessoas que já faleceram e perguntas adultas de mais para a idade, não são o conceito que tínhamos de uma Criança habitual. Elas possuem uma memória privilegiada o que as faz, por vezes, falar de vidas passadas, com toda a naturalidade.
O Índigo não gosta de autoridade, daí ter como característica a capacidade de dizer não e «as pessoas não estão preparadas para lidar de igual para igual com Crianças, estão habituadas a serem os pais a mandar e os filhos a obedecer».
De facto, a relação pais e filhos tem que ser diferente, de maior tolerância, com valores e quadros comunicativos reestruturados, «devemos repensar os nossos valores e equilibrar o quadro da comunicação, usar outro tipo de linguagem e estar mais abertos ao que chamamos intuição e sensibilidade”, afirma Maria Jardim porque, «desde que as famílias estejam bem estruturadas e harmonizadas as Crianças vivem serenas e felizes», assume Tereza Guerra.
De um modo geral, deixar de ouvir as Crianças e partir para um comportamento de agressividade não funciona com nenhuma delas e, muito menos, com um Índigo. A relação comunicativa de conter prazer e não dor, ser baseada no sentimento de amor e não no sentimento de medo.

O papel dos professores

O interesse de Maria de Lurdes Teodósio, educadora de infância, surgiu devido às exigências de actualização da sua profissão. Pesquisou na Net e leu alguns livros da especialidade. No entanto, Maria de Lurdes considera que, este tipo de temas não se encontra ao alcance de todos e que pode até não ser bem interpretado por classes baixas: «Os pais não tem conhecimentos para falar sobre estes assuntos comigo», afirma com preocupação.
Do comportamento das Crianças de hoje em dia afirma que «são complicadas, são muito agressivas, irrequietas e com dificuldade na concentração. Maria de Lurdes diz ainda que, neste momento, «estamos a passar uma fase muito complicada a nível de ensino, porque os pais tem muito pouco tempo para dar aos filhos a atenção necessária». O facto de trabalharem faz com que deixem os filhos o dia todo na escola, chegando sem tempo e disposição para lhes dar a atenção que precisam e «isso faz com que se nota a falta de laços familiares», conta Maria de Lurdes.
Em 22 anos de trabalho esta educadora de infância afirma nunca ter detectado características que lhe permita afirmar que são Índigo, no entanto, podemos perceber pela caracterização que fez das Crianças de hoje que, muitas delas, apresentam as características necessárias para serem classificadas de Índigo.
No entanto, «a nível escolar podemos detectar a falta de informação», defende Maria de Lurdes que insiste, em conjunto com as especialistas, na formação efectiva dos educadores: «a nível de colegas nem todos conhecem o vocábulo Índigo e estão sujeitos a terem uma Criança com estas características e não saberem lidar com elas, daí ser muito importante a formação para professores.
Este facto, mostra que é extremamente necessário haver formação a educadores de forma a possuírem o conhecimento necessário, para futuramente lidarem e educarem, de forma correcta, estas Crianças.
Segundo Tereza Guerra “É importante o esclarecimento para que as pessoas que lidam com as crianças o saibam fazer de forma mais correcta e adequada”. Porque “ser Índigo não é nenhuma desgraça ou deficiência. Qualquer pessoal minimamente equilibrada sabe lidar com isso sem problemas “.

Os vários Índigo (baseado no site http://www.casa-indigo.com/)

Porque cada Criança é única, possuindo características diferentes e comportamentos diferentes, os Índigo também podem ser divididos em vários tipos: humanistas, conceptuais, artistas e interdimensionais.
Os humanistas apresentam características tais como: Muito sociais, conversam com toda a gente e fazem amizades com muita facilidade. São desastrados e hiperactivos. Não conseguem brincar só com um brinquedo, gostam de espalhá-los pelo quarto, mas na maioria das vezes não peguem na maioria. Distraem-se com muita facilidade.
Os conceptuais estão muito mais virados para projectos do que para pessoas, assumem uma postura controladora. Tem tendência para outras inclinações, podendo na puberdade se interessarem por drogas, principalmente quando se sentem rejeitados ou incompreendidos. Temos que lhes dar especial atenção, daí a redobrada atenção por parte de pais e educadores em relação aos seus padrões de comportamento.
Os artistas são criativos em qualquer área a que se dediquem. Entre os 4 e10 anos poderão interessar-se por 15 áreas diferentes, largando uma e iniciando outra, muito rapidamente. Quando atingirem a puberdade, conseguem então escolher uma área definitivamente.
Por último temos os interdimensionais que entre os seus 1 e 2 anos os pais não podem tentar ensinar-lhes nada, pois eles responderão que já sabem e que podem fazer sozinhos. Normalmente, porque são maiores que os outros tipos de Índigos, mostram-se mais corajosos ainda e por isso não se enquadram nos outros padrões.
Liliana Duarte

Rogério Alves fala do estado da Advocacia e esclarece suposta recandidatura



Portugal atravessa uma das maiores crises económicas e financeiras dos últimos anos e a advocacia também não escapa, deparando-se com inúmeros problemas.
Na entrevista do correio da manhã Rogério Alves, bastonário da Ordem dos Advogados, afirma que «a ordem está a viver um bom momento num mau momento do país». No entanto afirma-nos que a «ordem é uma entidade muito respeitada e muito estimada por cidadãos e advogados».
Quando questionado sobre se, se iria recandidatar, Rogério Alves foi muito claro na sua resposta, afirmando «desde o início, desde há muitos meses, quase desde o meu discurso de posse, que tenho sido muito claro na intenção de não me recandidatar».
No que diz respeito ao mercado de advocacia estar difícil e a democratizar-se com tantos profissionais, o bastonário diz que «a profissão está a evoluir. Existem advogados a mais, a formação deve ser mais rigorosa e a avaliação mais criteriosa».
Rogério Alves criticou ainda o laxismo do Estado na concessão de autorizações para escolas de Direito e elogiou a coragem reformista do ministro da justiça, afirmando que «felizmente, por força do mercado e porque as pessoas não andam a dormir, começa a haver um decréscimo na procura de faculdades de Direito e consequentemente de licenciados.
Liliana Duarte

sexta-feira, 23 de março de 2007

relatorio das lI Jornadas Internacionais de Jornalismo

Na passada sexta-feira, dia 2 de Março, realizaram se ás II Jornadas Internacionais de Jornalismo, na Universidade Fernando Pessoa, com o principal tema: Porquê estudar o jornalismo?
A abertura da sessão teve inicio as nove horas da manha e estive ao encargo da Professora Doutora Maria do Carmo Castelo Branco, directora da faculdade de ciências humanas e sociais, Professor Doutor Jorge Pedro Sousa (organizador), Professor Doutor Paulo Cardoso, Director do Centro de Estudos da Comunicação da UFP e do Departamento de Ciências da Comunicação da UFP, e o Magnifico reitor da Universidade, Professor Doutor Salvato Trigo.
Neste relatório de presença irei abordar a mesa dos discursos inaugurais.
Nestes discursos participaram, o Doutor José Marques de Melo, da UNESCO e Universidade Metodista de São Paulo, Presidente da INTERCOM, o Doutor José Esteves Rei da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, Doutor Moisés Martins, da Universidade do Minho, Presidente da SOPCOM e o Doutor Xosé Ramón Pousa, da Universidade de Santiago de Compostela, Secretário da ASGIC.
O professor Doutor José Marques de Melo, foi-nos apresentado como tendo um percurso “brilhante na comunicação.”É reconhecido por ser o “ pilar da sociedade de internacionalização do Brasil”e por ter sido o primeiro doutorado na área do jornalismo, no Brasil. O professor já tinha estado presente nas primeiras jornadas Internacionais de Jornalismo realizadas na nossa Universidade;
Desta vez falou – nos um pouco sobre o jornalismo e a sua história, a historio do jornalismo Brasileiro, os três axiomas de Balzac (“Monografia da imprensa Parisiense”).
Na minha óptica, creio que este foi dos discursos mais cansativos visto que o Professor limitou se a ler de forma monótona não sabendo despertar a atenção e curiosidade do publico., o que é lamentável ver num Professor de Comunicação tão prestigiada como é o caso. Pois sendo mestres, deveriam nos dar o exemplo.
No seguimento, dos discursos inaugurais, tivemos a apresentação do professor Doutor Moisés Martins, autor de diversas obras entra as quais, a mais recente A Sabedoria, a linguagem, e o poder.
O discurso iniciou se com uma espécie de “homenagem” ao Professor Doutor Salvato Trigo, reitor da Universidade Fernando Pessoa, pioneiro em estudos do jornalismo.
De seguida, falou-nos numa parceria entre o Jornal Público e as escolas, “O público na escola”, uma edição especial, gratuita, tendo um carácter pedagógico e didáctico. A sua função é dar formação ao jornalismo. Nesse sentido, promove um concurso nacional anualmente, de jornais das escolas em quatro níveis (escolas primarias, básicas, secundarias, universidades) As melhores escolas juntam se na Fundação Serralves para a eleição do melhor jornal.
O professor não pude estar indiferente a transformação em que o processo de Bolonha instalou nas nossas Universidades e abordou um pouco as suas mudanças.
Segundo ele é uma mudança do paradigma do ensino superior., e traz um sério risco aos estudos das ciências da comunicação pois “ o problema é que as pessoas pensam que o jornalismo não é um curso sério.”e que “querem acabar com o curso de ciências da comunicação”pois é “carácter geral”.Em vez de cultura querem investigação”Hoje na Universidade (publicas) a ordem para a mudança de paradigma é que a cultura sim, mas só um quoto.”Visto que é um “desperdício para uma Universidade Publica cursos de carácter geral.”
O professor, lamenta esta situação e defende o seu ensino., e justifica se com o seguinte:
“Na Idade Media, aquilo que hoje passa de um quoto, era a razão de ser das Universidades” Questionou-nos o que seria o Homem sem as suas ideias vitais e as suas convicções? A Universidade contemporânea complicou, segundo ele, o ensino e sobretudo consagrou se a investigação e a desvalorização da transmissão da cultura.
Em vez de ensino querem negocio, em vez de professores nas Universidades vimos cada vez mais, engenheiros, Homens de negocio, cientistas (..).
O professor defende que deveríamos estudar o jornalismo, por causa da comunidade. A sua sobrevivência precisa de memória., o jornalismo exprime a realidade da época, pela salvação do discurso da “cidadania” e pelo espírito crítico.
Entre as criticas apontadas ao jornalismo de hoje, esta o facto de considerar que se deixa levar pela emoção.
Talvez, a razão para a vontade de acabar com seu ensino será pelo facto, de o discurso ser de vigilância, exercício crítico dos poderes, e talvez não interessa ao estado o desenvolvimento destas competências.
A finalizar esta primeira mesa, tivemos o discurso de xosé Ramon, director comunicacional da “voz da Galoria” e Rádio Antena 3 “A Galiza”.
Segundo este conferencista, estamos perante um dilema: poderão os meios de comunicação funcionar sem os estudos da Comunicação?”.

Segundo Xosé Ramon, a nova filosofia das universidades tem que passar pelo equipamento destas, nomeadamente com laboratórios de rádio, televisão, imprensa para a prática dos seus alunos. Os programas de intercâmbio fornecem acesso ao emprego e acreditação de profissionais na Europa, facilitando o reconhecimento profissional a nível Europeu.
Como conclusão, creio que todos vêem no estudo do jornalismo uma ferramenta essencial para o futuro da sociedade, e defendem o seu ensino numa abordagem mais pratica com laboratórios qualificados.
Eu concordo perfeitamente com estas conclusões, todavia lamento que como estudante do curso de ciências da comunicação e aluna da Universidade inauguradora, não tenho sentido essa vertente pratica, ou melhor é sentida muito raramente. Só agora no último ano teve contacto real com os laboratórios e pergunto me não será tarde demais, ou melhor tempo insuficiente para quem é finalista?

Sandra Cunha

reportagem sobre a alimentação ( poderá sofrer alterações nomeadamente a inclusão de fotos)

Entre filosofias de que “magreza é beleza” e que “gordura é formosura” será que a nossa história vai ter um final feliz?
Actualmente, a obesidade é um problema de saúde pública que tem vindo a aumentar.
Prova disso, é o último relatório da OMS/FAO publicado em 2003, onde refere que a epidemia da obesidade atingiu já em 2003 quase todos os países ricos e pobres.
Na maioria dos países europeus a prevalência da obesidade é de 10% A 25%, e o caso Português é ainda mais alarmante visto que 35,2% dos portugueses tem excesso de peso e que 14% são obesos.
Cláudia Silva, nutricionista falou-nos sobre a sua preocupação e alertou-nos para o perigo da obesidade infantil: “a obesidade quer no mudo que em Portugal é um problema de saúde pública e penso que esta a aumentar, e esta a aumentar numa faixa etária preocupante que é nas crianças e adolescentes e é preocupante porque é neles que recorremos o risco de virmos a ter adultos obesos”, afirma.
De facto, são nos pré-adolescentes que isto se torna mais visível.
No ensino básico, as crianças são ensinadas a terem uma alimentação saudável, aprendem a roda dos alimentos e as escolas costumam praticar uma politica de alimentação saudável nas suas cantinas e bares. Isabel de 12 anos conta nos que costuma comprar nos intervalos da escola um sumo e um bolo ou um pão com manteiga porque “na escola não vende gomas e muito chocolate”.
Na realidade, são nestas idades que as crianças estão, de certa forma, protegidas pois enquanto ainda comem nas cantinas estão “sujeitos” a terem como sobremesa uma peça de fruta ou iogurte, levar uma salada a acompanhar a refeição, levar sopa e uma água para beber. Quando chegam a casa, na maioria das vezes devido ao ritmo de vida dos pais, isso nem sempre é possível. “Sopa, nem sempre, só quando tomo na escola” na realidade consumem peixe com pouca regularidade, dai que seja essencial fundamentar o gosto e a rotina do seu consuma nas escolas.
É na pré-adolescência que o caso se torna mais preocupante pois é aí que eles começam a ter uma certa liberdade de escolha e aí nem sempre, muito raramente, ou nunca, almoçam nas cantinas das escolas, mas optam, por fazê-lo nos cafés e nas cadeias fast-food mais próximas.
Susana, estudante de 15 anos revela que costuma tomar coca -cola como pequeno-almoço! Apesar de surpreendente, afirma que é algo frequente entre ela e os seus colegas. Nos intervalos costumam repetir a dose. Susana, revela ainda que come a sua comida preferida, pizza, com frequência.
Sandra, de 12 anos, firma que se pudesse escolher entre comer fast-food ou algo caseiro escolheria pizza! De notar, que estes entrevistados, apesar de gostaram de fruta nunca a escolheria como sobremesa face a um bolo ou gelado.
Não há uma consciência real dos perigos de não ter uma alimentação saudável; e já se começam a sofrer esses efeitos, e a obesidade não é a única consequência de uma alimentação desequilibrada porque, além das doenças como o diabetes a anorexia, também tem vindo a aumentar, e de acordo com a nutricionista começam a surgir em Portugal alguns problemas com a anorexia e hiper anorexia nervosa e lamentavelmente “mais daqueles que imaginamos”.
Os dados do Instituto Nacional de Saúde revelam que não é só o número de indivíduos com excesso de peso que tem vindo a aumentar, mas que, igualmente, o numero de indivíduos com um peso extremamente baixo, comprovando a existência de uma alimentação insuficiente, excessiva ou desequilibrada na maioria dos indivíduos.
Mas o que será, afinal, uma alimentação saudável?
Cláudia Silva afirma que “ uma alimentação saudável é, em primeiro lugar, aquela que tem que ser completa, variada e equilibrada e seguir, no fundo, tudo aquilo que é concebida na roda dos alimentos, comer de 3 a 3 horas, não comermos muitas gorduras, termos cuidado com os doces e mexer nos”.
A maioria não tem noção do quanto mal faz saltar refeições, principalmente o pequeno-almoço. Se o caso for falta de tempo, a melhor solução será trazer algo consigo, pois saltar refeições contribui para a perda de massa muscular. As consequências de não tomar o pequeno-almoço são ainda maiores sendo algumas hipoglicemias matinais, falta de atenção e a diminuição do rendimento intelectual.
A falta de tempo é então inimiga da alimentação saudável dos portugueses e da nossa chamada “alimentação mediterrânea” da qual nos distanciamos cada vez mais.
A dieta mediterrânea é o resultado de uma saudável e equilibrada combinação de ingredientes, características dos países mediterrâneos. Segundo Cláudia Silva a cozinha portuguesa é, sem sombra de dúvidas, apropriada a uma alimentação saudável e é preciso nos manter no bom caminho. “ É muita rica em cozidos em grelhados, churrascos, caldeiradas e apesar de fritos e assados, esses são, basicamente, herdados. O que é preciso é tomar em conta algumas medidas alimentares que não são as nossas ,s, saincorrectos, são comidas plásticas de muitos confeccionados, alimentos muito densos em calorias e pouco ricos em termos nutricionais. Portugal ainda esta inserida dentro do padrão de alimentação mediterrânea e penso que deveríamos manter no bom caminho”.




Cláudia Silva, chama ainda atenção para a importância da água e sopa nas nossas alimentações. “a sopa é muito rica em hortaliças e em tudo que está associado a vitaminas e minerais e se for tomado ao inicio das refeições quebra um pouco o apetite e portanto pode ser uma boa medida de prevenir a obesidade”.
A maneira mais comum de perder peso, parece continuar a ser ,,,,,,asssatravés de comprimidos, mas Cláudia Silva, avisa que não podemos esperar perder peso, rapidamente, de uma forma correcta e que não tenhamos ilusões: Se alguém perder peso com medicamentos, assim que os deixar de tomar, se não mudar os seus hábitos alimentares e fizer exercício físico, retorna rapidamente ao peso anterior, por isso, é preciso ter cuidado com a boca”.
Para esta profissional de saúde, a melhor forma de perder peso é, de facto, ter cuidado com o que se come, mas como é menos penoso ingerir medicamentos que segurar o apetite, as pessoas recorrem às farmácias como auxilio base.
Para perder peso correctamente é preciso recorrer a um nutricionista com um plano alimentar ajustado a cada pessoa, ao seu peso e actividade e aumentar a pratica de exercícios. Chama atenção que “ter uma boca saudável não significa necessariamente passar fome, só 2% dos meus doentes dizem que sentem fome as vezes.”
O que é preciso é ter determinação, e conforme Cláudia Silva conta “o problema está em cumprir”. De facto, embora sejam as mulheres que a procuram com mais frequência, principalmente na Primavera quando esta a chegar ao Verão, os homens costumam ter melhores resultados, uma vez que são, segundo a nutricionista, mais determinados, “Um homem, quando esta decidido a cumprir um plano alimentar, cumpre o mais de que uma mulher.

Um caso de sucesso
Hélder Barbosa, de 27 anos, é um verdadeiro caso de sucesso e o retrato de determinação e força de vontade.
Gerente de um restaurante fast-food tomou há dois anos uma opção: iria perder peso, ou seja, adoptar uma alimentação saudável, o que considera ser uma melhor maneira de estar na vida. A decisão não foi fácil devido à facilidade com que se deparava diariamente com fast-food, mas estava determinado a fazê-lo. Visitou uma nutricionista e, a partir daí, ,consegui gerir e cumprir seu plano alimentar sozinho, com muita força de vontade.
De facto, perdeu 40 quilos em três meses, “Comecei a comer de uma forma mais equilibrada, e isso significa, comer menos quantidade nas poucas refeições que antes fazia, aumentar o número de refeições e repartir entre elas. Introduzi sopa no menu, o que foi muito importante, fruta e água. Antes bebia pouca e agora bebo pelo menos 3 litros por dia. Deixei de comer as porcarias que fazem mal!”.
O seu segredo? Muita determinação. Não passa fome e nunca deixou de comer e confessa que vai uma vez por mês ao fast-food “para tirar desejos “ (…).
O truque será aumentar o número de refeições e comer, um pouco, em cada uma delas.
Esses são os “ingredientes” para que todos possamos ter uma alimentação saudável e assim ter, também um final feliz.

Sandra Cunha, 14774,3º ano de Ciências da comunicação